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Vasectomia

 

 

 

 

 

 

 

O seu nome técnico é deferentectomia. Basicamente, a vasectomia é um procedimento cirúrgico simples realizado por urologistas ou cirurgiões gerais para tornar um homem estéril. É um método comum de contracepção, considerado simples, seguro e eficaz.

Consiste na realização de um corte no canal deferente, tubo que carrega esperma do testículo para se tornar parte do sêmen. É feita a secção bilateral de ambos os canais deferentes, utilizando uma via de acesso mínima. Após esta secção, as bordas criadas dos canais são ligadas (amarradas) ou então eletrocauterizadas, para minimizar o risco de recanalização, pois o organismo tentará curar a “lesão”.

Embora o homem continue a ter relação sexual e ejaculação como antes do procedimento, seu sêmen não vai ter esperma. Consequentemente, ele não será mais capaz de engravidar uma mulher.

O que acontece com o esperma?

Como os tubos são bloqueados antes da vesícula seminal e da próstata, o homem continua ejaculando a mesma quantidade de fluido, embora sem esperma.

Os espermatozóides são formados nos testículos, que se dividem em inúmeros septos, e apresentam canais confluentes. No final destes, os espermatozóides atingem o epidídimo, que tem a função de maturação dos mesmos. Saindo do epidídimo, os espermatozóides entram no canal deferente, um tubo muscular que os leva até a próstatapor contrações musculares. A próstata também recebe conexões das vesículas seminais, que têm a função de produzir o plasma seminal – uma espécie de sêmen sem espermatozóides. A próstata interconecta as duas vias, misturando o plasma seminal aos espermatozóides e desaguando na uretra, por onde geralmente são eliminados.

O corpo absorve as células espermáticas não usadas normalmente – se você fez ou não uma vasectomia. Depois do procedimento, os testículos continuam a produzir esperma, mas eles não deixam o corpo através do sêmen. Eles dissolvem-se e são simplesmente e naturalmente absorvidos pelo organismo.

 

Existem riscos de complicações?

Sim. Como em qualquer outro procedimento cirúrgico, pode haver complicações, e você deve perguntar ao seu médico o que deve fazer nesta situação.

Entretanto, qualquer tipo de vasectomia está entre as técnicas cirúrgicas mais seguras e a maioria das complicações, caso haja alguma, é habitualmente fácil de tratar.

As complicações incluem:

  • Dor no local. Esta dor é tratada com sucesso por medicamentos, mas algumas vezes a remoção do epidídimo é recomendada.

  • Uma chance de infecção, sangramento e ferimento passageiros.

  • Formação de granuloma.

  • Edema temporário e acúmulo de líquidos.

  • Em raros casos, o canal deferente pode ter uma recanalização espontânea e o homem tornar-se fértil novamente. Isto acontece em menos de 1% dos casos e está relacionado à experiência do cirurgião e à técnica cirúrgica aplicada.

  • Existe uma complicação clássica da vasectomia, chamada Síndrome da Dor pós-Vasectomia, que pode ocorrer em 5% a 30% dos casos (dependendo da intensidade da dor), e consiste em dor crônica persistente.

 

O que devo levar em consideração antes de fazer uma vasectomia?

Para ter certeza de que quer mesmo fazer uma vasectomia, esteja certo de que no futuro você não vai querer ser pai novamente. Pense se esta decisão não mudaria depois dos seguintes eventos em sua vida:

  • Se você já é pai, caso um de seus filhos falecesse ou mesmo mais do que um, você gostaria de ter um outro filho?

  • E se você se divorciar e perder a guarda de seus filhos?

  • E se você vier a ter uma nova companheira que deseja ter filhos?

  • Caso sua situação financeira melhore, seu desejo de ter mais filhos pode mudar?

  • Quando seus filhos crescerem, possivelmente vão deixar a sua casa. Você gostaria de ter novas crianças suas por lá?

Você não deve ignorar os efeitos psicológicos da impossibilidade de ter filhos. Pense neles.

A vasectomia não é habitualmente recomendada a homens que consideram guardar seus espermas em um banco de esperma, caso decidam ter mais filhos futuramente. Converse sobre outros métodos contraceptivos com seu médico, sua parceira e procure muitas informações antes de tomar esta decisão. Tudo deve ser muito bem pensado e planejado.